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QUEM SOMOS
QUEM SOMOS

Pretendo Mostrar o Concelho de Sátão

Bandeiras    Brasões   Economia
Historia Instituição do Concelho Onde estamos
Quem somos      Rios e Ruas       Tradições, lendas e curiosidades

 

Este portal com ainda muito trabalho para ser feito, está aberto a todas as opiniões e a todos aqueles que queiram participar, pretende sobretudo complementar o que existe noutros portais aplicados a este tema neste Concelho.
Procura o envolvimento do Município de Sátão.
Pretende trabalhar com as freguesias do Concelho as informações de cada uma e todos os Satenses.
Pretende disponibilizar um serviço abrangente sobre turismo no Concelho.
 
Pretende também ser contactado, através da página de Comentários, por quem queira participar, por quem encontre erros, por quem apresente sugestões, para poder com a vossa participação fazer um melhor trabalho. 

 

Este propósito motiva-me a criar soluções que admito, possam contribuir para este objectivo.

 
1º Estou desde 2008 a desenvolver o projecto de Recuperação de casas antigas em granito.
 
2º Comecei em Maio de 2012 a desenvolver a área sobre turismo.
Em qualquer uma destas intenções, há gente melhor preparada que eu, mas sei que embora com todas as minhas insuficiências continuarei a ser um dos Satenses mais interessados num Sátão Melhor.
 
Porque quero conhecer e dar a conhecer Sátão, vou "mesmo" sozinho continuar a dinamizar um projecto de interesse Nacional, Distrital e Concelhio porque também me sinto sem Norte quando quero conhecer Mais Sátão. Mesmo tentando ser o mais esclarecido possível sei que não irei conseguir reunir tudo o que Sátão tem para mostrar, mesmo assim convido-vos a virem conhece-lo sabendo que vão ficar com vontade de uma nova visita. Sátão tem neste momento 9 freguesias e grande parte dos Satenses incluindo eu, não conhece o seu património e nem talvez a sua localização.
 
Quero continuar a ser o Satense que se não sentou à espera de que outros viessem fazer o que sentiu fazer falta para o bem geral e do Concelho de Sátão em particular.
 
Clickar para conhecerem o que a Câmara Municipal de Sátão disponibiliza sobre turismo.

 

 

Coordenadas: Centro de Sátão "Câmara"

40.741928762910696 -7.733318209648132

Onde estamos

Aspectos Geográficos

 

A Vila de Sátão situa-se na Zona do Planalto da Beira Alta, está integrada no distrito de Viseu, fazendo parte da região de turismo do Centro. O concelho encontra-se limitado a Norte pelo Concelho de Moimenta da Beira, a Nordeste por Sernancelhe, a Noroeste por Vila Nova de Paiva, a Oeste por Viseu, a Sul por Penalva do Castelo e a Este por Aguiar da Beira que pertence ao Distrito da Guarda.

O concelho de Sátão do distrito de Viseu, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Dão-Lafões (NUT III), tem uma área com cerca de 200 km2, com uma população de 12.444 habitantes (censos de 2011), subdividido em 9 Freguesias:  Avelal;  Ferreira de Aves Miôma;  Rio de Moinhos;  São Miguel de Vila Boa;  Sátão e  Silvã de Cima;  União freguesias Águas Boas e Forles; União freguesias Decermilo, Romãs e Vila Longa; . Todas possuidoras de magníficas paisagens verdejantes, riquezas históricas, robustez de monumentos, tradições, cultura, artesanato, histórias e costumes de cada aldeia, aliadas a um vasto leque de festas, feiras, romarias, gastronomia típica e o famosíssimo vinho do Dão, sem esquecer a generosa hospitalidade e a arte de bem receber, são factores que por si só garantem uma inesquecível visita por terras de Sátão.

Mais do que contextualizar geográficamente esta região, importa dizer que devemos olhá-la no seu âmago, ver para além do óbvio.Projectar o nosso olhar para a simplicidade de uma flor campestre, mas que teima em dar vida e cor à paisagem mais agreste. Dar conta de pequenos riachos, que saltitam e mostram que, na dureza das rochas e na aridez da paisagem, a vida tem como existir.

 

Poderemos dizer que apesar da evolução dos tempos, das mentalidades e das necessidades, este povo soube preservar o seu legado. Gentes que dão valor às tradições e ao seu património. Sátão é uma região de características rurais, sendo o sector agrícola a sua maior fonte de riqueza, destacando-se também os subsectores vegetais, animal e florestal.

Possui um clima mediterrânico com feição continental, apresentando invernos frios e verões quentes e secos.A sua morfologia é bastante acidentada, destacando-se, como áreas de maior altitude, Laje de São Domingos (525 m), Covelo de Cima (822 m), Facho (733 m) e Serra Alta (745 m). Embora o relevo seja cortado pelo Vouga e pela ribeira de Sátão, as abas montanhosas sobem, a Norte, pela serra da Lapa e pelo planalto da Nave.

Temos a certeza que todo o percurso da história deu a este povo o que o caracteriza – lutar contra as adversidades, sejam elas climáticas, temporais ou sociais. Lutam com zelo pelas suas terras, pelo seu património, pelos seus costumes e tradições. Aproveitaram ao máximo o que a terra lhes podia dar.

Nesta região o sector turístico abarca um conjunto de potencialidades que vai do património arquitectónico ao natural e cultural, pois foi desde tempos longínquos, berço de algumas figuras ilustres de renome nacional, que exaltaram a grandeza estóica por que este povo se pautou desde tempos imemoriais.

Turisticamente, estão definidas rotas em algumas linhas diferenciadas: a Rota Arqueológica;  Rota Estrada do Nascente;   Rota do Miscaro;     Rota dos Pelourinhos;   Rota do Religioso;  Rota do Sol;   Rota Terras Altas do Vouga   e a Rota Todo o Terreno.

Para quem o visite, é imperioso não esquecer que o tempo parece não ter passado pelos soutos, carvalhos e pinheiros que ainda hoje se conservam no seu estado mais puro. Integrando, nesta paisagem díspar, belos locais de interesse tais como: capelas, igrejas, santuários, Pelourinhos, solares....

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Como recursos hídricos, possui o Rio Vouga, o Rio Sátão e o Rio Coja

      

 

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Brasões do Concelho de Sátão

 

Brazão de Aguas Boas Brasão de Avelal Brasão de Ferreira de Aves Brasão de Forles Brasão de Mioma Brasão de Rio de Moinhos
Brasão de Romãs Brasão São Miguel de Vila Boa Brasão freguesia de Sátão Brasão de Silvã de Cima Brasão de Vila Longa Brazão Concelho de Sátão

Bandeiras do Concelho de Sátão

 

A freguesia de
Águas Boas não
tem bandeira
disponivel.
 
A freguesia
de Decermilo
não
tem bandeira
nem brasão.
 
Bandeira de Avelal Bandeira de Ferreira de Aves Bandeira de Forles Bandeira de Mioma Bandeira de Rio de Moinhos
Bandeira de Romãs Bandeira São Miguel Vila Boa Bandeira da Freguesia de Sátão Bandeira de Silvã de Cima Bandeira de Vila Longa Bandeira do Concelho de Sátão

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Quem somos

Este é um dos concelhos mais antigos de Portugal, tendo-lhe sido outorgado foral pelo Conde D. Henrique e D. Teresa em 9 de Maio de 1111. Em 1834, com a união de 6 velhos concelhos, nasce o actual concelho de Sátão.

Vem de tempos imemoriais a origem da palavra “Sátão” não se sabe ao certo a raiz desta palavra “Sátão”, defendendo-se várias hipóteses quanto à sua etimologia. Podendo ser de origem latina, arabizada, céltica, romana ou mesmo germânica.

A teoria mais consensual diz que vem de “Terram Satam ou Sattam”, que deriva do verbo latino “sero” (semear), significava: terra semeada ou susceptível de o ser. Na verdade, o terreno da freguesia do Sátão e de algumas em redor, como Barreiros e parte de Miôma, não possuindo pedreiras, era todo ele possível de ser lavrado. Os montes do Sátão, hoje com soutos e pinhais produziam batatas, centeio e trigo, sendo solos muito férteis.

Outra hipótese defende que Sátão deriva de "Terram Septram", como Ceuta no Norte de África, que deriva do verbo "sepio" (cercar), significa terra cercada, não por montanhas nem por grandes cursos de água, mas sim pelo relevo especial que tornavam muito difícil o acesso por boas estradas, daí as famosas "Curvas de Sátão".

Estas terras deram lugar a contendas desde a pré-história, as perseguições e batalhas que nestas terras tiveram palco, não foram esquecidas. Estão impressas nas suas igrejas, prova da fé deste povo.

O natural ou habitante de Sátão denomina-se satanense ou satense.

Tradições, Lendas e Curiosidades

São em grande número as manifestações populares e culturais do concelho: a festa do Mártir S. Sebastião, a 20 de Janeiro; a de Nossa Senhora de Fátima, a 13 de Maio; a de Santo António, a 13 de Junho; a festa do Anjo da Guarda, no segundo domingo de Agosto; a de Nossa Senhora da Graça, a 15 de Agosto; a festa de Nossa Senhora da Oliva, a 15 de Agosto; a festa de Nossa Senhora de Belém, no quarto domingo de Agosto; a festa de Nossa Senhora da Conceição, a 8 de Dezembro e a de S. Silvestre, a 31 de Dezembro. O artesanato é muito rico e variado, salientando-se os trabalhos de cestaria de vime (canastros, vindimeiros e cestos de costelas), os trabalhos de cestaria de palha e silva (teigas), a latoaria de flandres, os trabalhos de tecelagem (mantas de farrapos e mantas de alevantes) e as ferragens (utensílios agrícolas e ferros forjados). Como lenda e tradição, destaca-se o designado "casamento das velhas", actividade realizada pelo Carnaval. Era costume os jovens da aldeia dividirem-se em dois grupos, que deveriam colocar-se em pontos altos afastados um do outro. Faziam dos funis de metal, usados para encher as pipas de vinho, megafones para gritar o nome das raparigas e para lhes escolher um par. Era costume fazer pares entre pessoas que tinham relações pouco amistosas, geralmente entre velhos viúvos e jovens solteiras, com a intenção de criar os pares considerados os mais improváveis e, assim, provocar a irritação dos contemplados. Os dois grupos de rapazes passavam a tarde a perguntar um ao outro qual seria o "parceiro ideal" para esta ou aquela jovem ou senhora.

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Economia

No concelho predominam as actividades ligadas ao sector primário, seguidas das do secundário, na área das indústrias de mobiliário, têxtil, de mármores e granitos, de tintas e de louças, e só depois das do sector terciário. No que se refere à actividade agrícola, predominam os cultivos de cereais para grão, leguminosas secas para grão, prados temporários e culturas forrageiras, batata, prados, pastagens permanentes e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de suínos, coelhos e aves. Cerca de 43,2% (2563 ha) do seu território está coberto de floresta.

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História e Monumentos

O concelho resultou da fusão dos municípios de Gulfar e de Ferreira de Aves, ambos, provavelmente, anteriores à nacionalidade. Recebeu foral em 1111, outorgado pelo conde D. Henrique e por D. Teresa, o qual foi confirmado em 1218 por D. Afonso II. Em 1708 Sátão seria a vila da igreja-vigairaria, do padroado real e da comenda da Ordem de Cristo, contando, segundo dados da época, com um elevado número de fogos (276). Ao nível do património histórico e arquitectónico, destaca-se o Santuário de Nossa Senhora da Oliva, fundado em 1633, cuja igreja é o que resta de um antigo convento de dominicanas. O retábulo do altar-mor é de talha joanina, sendo datado da terceira década do século XVIII. As paredes da capela-mor são revestidas a azulejos policromos do tipo tapete do século XVI. Da imaginária destacam-se duas esculturas, estofadas e douradas: a de Nossa Senhora da Oliva e a de Nossa Senhora do Rosário, ambas do século XVII. São de referir ainda a Capela de Contige, que apresenta trabalhos de primorosa talha, e o santuário penitencial do Senhor dos Caminhos.      

Pré-História

A presença de populações na área que hoje constitui o concelho de Sátão remonta a épocas pré-históricas do período neolítico, a atestá-lo estão os dólmenes. Existem pelo menos quatro. Um nos pinhais entre Forles e Pereira, dois entre Casfreiras e Vila Nova de Paiva. O mais conhecido e de interesse, é a Orca dos Juncais entre Ferreira de Aves e Queiriga. Este último é formado por pedras colocadas ao alto que servem de suporte às lajes (slabs) e é precedido por um corredor que lhe dá acesso, tal como nos outros casos. Pode considerar-se que é do tipo passage grave. Estes dólmenes encontram-se circunscritos numa área de Ferreira de Aves entre o Vale da Ribeira e a depressão do rio Paiva.

Castros

Existem vestígios da existência de algo semelhante a um castro nos Santos Idos nos arredores do Sátão. No entanto, este aínda não foi suficientemente estudado pelo que é impossível confirmar se realmente aí existiu.

Citânia pré-romana

Alguns autores mais antigos defendem que em Ferreira de Aves, próximo da mesma área onde se encontram os dólmens, teria existido uma cidade pré-romana, chamada Rarápia. Actualmente esta afirmação não está completamente posta de parte mas faltam, como no caso do castro uma confirmação definitiva.

Romanos

O professor Cristóvão de Figueiredo, no seu trabalho “Subsídios para o estudo da viação romana nas Beiras” (Revista Beira Alta – 1953) afirma que pelo concelho de Sátão passou uma via romana vinda de Trancoso e Aguiar da Beira e seguia para Viseu.

Árabes

Em 711 chegaram os árabes. Ocuparam também esta área dominando os cristãos aos quais era permitido seguir a sua religião e regerem-se pelos seus costumes mas tinham de ser subservientes perante o poder árabe.

A reconquista

A reconquista inicia-se com Pelágio em covadonga, nas Astúrias, e durou séculos. Alexandre Herculano dá como certa a data de 1057 para a campanha de Fernando Magno, rei das Astúrias, de Leão e de Castela, que, nesse ano, Partindo de Zamora, conquistou de surpresa a cidade de Seia (Sena) e todo o vale do Mondego. Seguiu depois para Lamego e Viseu e outros lugares da Beira.

Cartas de Foral

 

Em 1111 O conde D. Henrique outorga foral a Sátão. A Ferreira de Aves é dado por D. Teresa, mãe de Afonso Henriques em 1126. Em 1240 D. Sancho concede foral a Rio de Moinhos. Conhece-se o segundo foral de Golfar de 1315 passado por D. Dinis O foral da Silvã é mais tardio de 5 de Abril de 1514 de D. Manuel. O Ladário começou por ser um couto e só no sec. XVI se torna Concelho com foral de D. Manuel.

 

 

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Instituição do concelho de Sátão

Formou-se em 1834 com a união dos concelhos anteriores. Todos os pelourinhos se conservam ainda, à excepção do de Sátão. Ao antigo concelho pertenciam as freguesias de Sátão (Vila de Igreja), Mioma, Avelal e São Miguel de Vila Boa. Ao de Ferreira de Aves as freguesias de Ferreira de Aves, Forles e Águas Boas. Ao de Golfar as freguesias de Romãs, Decermilo, Vila Longa, Silvã de Baixo e Silvã de Cima (até ao século XVI). Ao de Silvã, a freguesia de Silvã de cima. A Rio de Moinhos a freguesia com o mesmo nome.

Este Concelho está repleto de histórias, quer sobre os seus monumentos, quer sobre a sua formação. Poderemos dar como exemplo o crescimento da Vila de Sátão. Este cresceu em três fases. Na primeira, dizia o Dr. Hilário de Almeida Pereira, em 1946, que a Vila do Sátão era considerada, nessa altura, a mais pequena.

O seu primeiro passo foi comprar a Quinta da Miuzã, onde agora estão os Paços do Concelho, a Praça Paulo VI e a Escola Preparatória, os Correios, a Pensão Império, o Cine-Teatro e muitas outras construções de relevo. Apesar dos meios financeiros de que disponha serem poucos, a força de vontade era muita. O Dr. Hilário de Almeida Pereira, depois de continuar a engrandecer o Sátão, fundou a grande Feira de São Bernardo, núcleo donde, com o rolar dos anos, derivaram as já famosas Festas do Sátão.

Na segunda fase, sequência da primeira, assistiu-se à construção do novo e belo edifício dos Paços do Concelho, em granito do mais puro e a Praça Municipal Paulo VI , hoje unanimemente considerada uma das mais amplas e airosas do distrito. Houve uma grande expansão da Vila; então quase tudo mudou de sítio. Construiu-se a primeira Pensão, a nível moderno. Abriu o primeiro café e começou a funcionar o primeiro posto de abastecimento de combustível.

A terceira manifestou-se, de há uns 20 anos para cá, com o poder local, o fenómeno imprevisto da emigração, plano orientador a nível municipal, que veio dar à Vila um aspecto de terra mais nova, pujante e bem articulada. Nesta terceira fase, a Vila de Sátão cresceu extraordinariamente. Cafés, restaurantes, casas bancárias, jardins, fazem todos os dias esta nossa terra.

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